Técnicas de Orientação

Utilização do Mapa

Ajustamento e Manuseamento do Mapa

Tendo por base o MAPA como elemento mais importante para a prática da modalidade, a única forma de navegar de forma eficiente e rápida, é mantendo o MAPA fixo de forma a que a configuração do terreno no MAPA coincida sempre com a configuração do terreno correspondente no plano real.

Os atletas freqüentemente usam a expressão "ter o MAPA orientado" quando este ajustamento acontece: fazer coincidir o norte magnético da BÚSSOLA com o do MAPA.

O atleta também deve ter a habilidade de dobrar o MAPA de forma que apareça somente as “pernadas” próximas de onde esteja trabalhando.

Ponto Característico

É um acidente de terreno bem definido no MAPA e deve ser referendado com relativa facilidade no terreno, sem margem para erro.  Por exemplo: cruzamento de caminhos, bifurcação de linhas de água, casas, ruínas, limites de vegetação, etc.

Leitura do Mapa com o auxílio do dedo

É a maneira mais utilizada para leitura do MAPA, e a mais recomendada, onde desloca-se o polegar sobre o MAPA de acordo com a progressão, mantendo-o exatamente onde o atleta se encontra no terreno. Dessa forma de instante em instante o atleta poderá verificar por onde está passando.

Check-point

É a habilidade que tem o atleta, utilizando a leitura do MAPA com auxílio do polegar, de checar no MAPA e no terreno pontos característicos que o auxiliam em sua navegação dando-lhe uma confirmação de estar orientado, na ROTA certa. Geralmente o atleta pré determina estes pontos antes de iniciar sua ROTA ao sair de um ponto de controle.

Ponto de Azimute (ataque)

É um acidente característico do terreno e perfeitamente definido, próximo do ponto de controle desejado e de onde se pode, com segurança, iniciar uma ORIENTAÇÃO precisa até o mesmo.  O deslocamento para este ponto de ataque, normalmente é feito o mais rápido possível e ao atingi-lo, o orientador desloca-se com alguma precaução para o ponto de controle.

Leitura Rudimentar do Mapa

Geralmente utilizada quando o terreno não exige muita cautela, onde o atleta só confere no terreno somente os acidentes facilmente identificáveis para certificar a sua ROTA e deste modo ganhar tempo. Deve-se tomar cuidado com acidentes semelhantes, para não cometer um erro paralelo.

Leitura Retrospectiva do Mapa

É a capacidade que tem o atleta de guardar em mente imagens do terreno percorrido, para após um erro, fazer uma retrospectiva por onde passou identificando o último CHECK-POINT que se encontrava, para poder retomar a sua ROTA. Usualmente orienta-se os novatos para quando encontrar-se perdido voltar para o ultimo ponto de controle, o que não é necessário, basta ele voltar a um ponto que ele tenha certeza de estar orientado.

Memorização do Mapa

É uma técnica importante recomendada para atletas experientes, por exigir uma capacidade de concentração elevada e bastante segurança para não se cometer erros. Tendo em vista que quanto menos se consulte o MAPA menos tempo se perde embora os MAPAS de hoje são tão claros que permitam uma boa leitura correndo.

Leitura Precisa do Mapa

É utilizada quando se esta próximo do posto de controle, para se fazer uma abordagem precisa do mesmo ou em conjunto com uma leitura retrospectiva do MAPA quando se esta perdido.

Escolha da Rota

Este é o aspecto que decide o vencedor de um percurso. As questões que o orientador coloca a si próprio em situações de decisão prendem-se com a escolha da melhor ROTA para atingir o ponto de controle seguinte.  Quanto mais técnicos são os trajetos, mais difíceis são as situações de escolha com que o praticante se depara. Na escolha de uma ROTA o atleta não visa somente um bom caminho mais também o que mais se ajusta a suas capacidades técnicas e físicas, pois nem sempre a melhor ROTA é a que se enquadra ao perfil do orientador. Fazer corta-mato e correr em linha reta através da floresta, só é boa opção quando o orientador está apto a usar eficientemente a BÚSSOLA, a calcular a distância e a interpretar o relevo.

A melhor opção para um orientador poderá não ser a mesma para outro.

Um bom traçador de percursos sempre oferecerá várias opções de ROTA para que a pista de ORIENTAÇÃO não apresente um resultado previsível.


Utilização da Bússola

Utilização da bússola com precisão

A BÚSSOLA é um instrumento utilizado principalmente para checar a direção geral de progressão, é geralmente utilizada de forma cuidadosa no fim de uma pernada para identificar o posicionamento do posto de controle. É um procedimento que toma muito tempo do atleta.

Didaticamente recomenda-se que para iniciantes a regra dos “3 passos”, utilizando uma BÚSSOLA SILVA, a qual tem o seu limbo graduado em graus (0º a 360º).

  1. Deve-se colocar a BÚSSOLA na MAPA de modo que o seu lado maior fique ao longo da direção que se deseja seguir, observando que a seta de navegação aponte para o ponto desejado.
  2. Girar o limbo até que as linhas meridionais da BÚSSOLA fiquem paralelas aos meridianos do MAPA de modo que a seta de ORIENTAÇÃO aponte para o norte do MAPA.
  3. Retirar, então, a BÚSSOLA do MAPA, colocando-a horizontalmente à frente do corpo. Nesta posição gira-se o corpo (juntamente com a BÚSSOLA) até que a agulha coincida com a seta de ORIENTAÇÃO do limbo. Quando isto acontecer, a direção a seguir estará indicada pela seta de navegação.

Utilização rudimentar da bússola

É a forma mais comum de utilização da BÚSSOLA, executada por atletas experientes, onde o mesmo perde o mínimo de tempo possível, certificando somente a direção geral a seguir mantendo o MAPA orientado por meio de seus meridianos e o norte magnético indicado pela BÚSSOLA. Atletas experientes geralmente utilizam a BÚSSOLA 6 Jet ( BÚSSOLA de dedo).

Pontos (ou linhas) de referência

São acidentes do terreno artificiais ou naturais, que num percurso parcial (entre dois PONTOS DE CONTROLE), são paralelos ou acompanham a direção geral da opção.

As estradas são os pontos de referência mais fáceis de localizar. Contudo, quando estes não existem, os rios, limites de vegetação, muros, linhas de alta tensão ou as curvas de nível, entre outros, podem desempenhar essa função, pois transmitem segurança na direção escolhida e permitem os aumentos de velocidade, sem grandes preocupações com a leitura do MAPA ou utilização da BÚSSOLA, a fim de verificar o seu posicionamento no terreno.

Pontos (ou linhas) de segurança

Muitas vezes, a opção não depende só de uma direção considerada correta, mas também de até onde se deve seguir essa direção.  Os pontos de segurança são elementos lineares do terreno que cruzam paralela ou perpendicularmente o sentido da progressão, podendo conduzir o orientador ao ponto de controle ou às imediações deste, ou mesmo ao ponto escolhido como ponto de ataque.

A utilização destes pontos permite deslocamentos rápidos, com pouco trabalho de MAPA e de BÚSSOLA.  Freqüentemente, esta estratégia é utilizada quando o orientador é confrontado com um campo aberto de progressão fácil.

Desvio propositado (ou azimute de segurança)

Consiste na introdução de um azimute de segurança que se toma entre dois pontos não coincidindo com a menor distância entre eles, prevendo um desvio para a esquerda ou direita do ponto de controle seguinte, que deve ser tomado logo à partida do ponto de controle anterior e permite ao atleta saber de que lado se encontra no acidente de terreno em relação ao ponto de controle  desejado.

O desvio propositado é feito quando o ponto de controle se situa num acidente do terreno cuja dimensão predominante é o comprimento, tal como linhas de água, caminhos, lagos, etc. e é mais rápido e seguro descair deliberadamente para um dos lados.  Nestes casos, não é suficiente atingir-se o acidente de terreno, mas também se ter à certeza de onde se está ao longo do mesmo, de modo a serem evitadas perdas de tempo com a procura do ponto de controle.

Esta é uma das melhores técnicas em qualquer tipo de navegação.

Nunca siga para o próximo ponto antes de checar
  1. AZIMUTE – medido em graus utilizando a bússola. Nos dá a direção a seguir.
  2. DISTÂNCIA – medido em milímetros na carta de Orientação (mapa) e, geralmente, usamos o “passo duplo” no terreno. Não ande/corra além da distância necessária – irá se desgastar além do necessário.
  3. ESCOLHA DO ITINERÁRIO / ROTA – nem sempre o percurso mais curto será o mais rápido. Analise com bastante atenção antes de seguir para o próximo ponto. Observando a simbologia da carta, “verás” tudo o que há em seu caminho.
  4. CHEK POINT” – seguir sua rota sabendo a todo instante onde estás na carta em relação ao terreno e no terreno em relação à carta.
  5. TEMPO NO PONTO – ao chegar à região do ponto, procure o PRISMA e marque seu Cartão de Controle ou use seu Chip Eletrônico (SI Car) para registrar sua passagem pelo ponto. Caso não encontre o PRISMA, não perca tempo à toa. Procure um Ponto de Ataque (algo nítido no terreno) azimute novamente e navegue em direção ao ponto desejado.
  6. REVISE – após cada percurso revise atentamente suas rotas. É uma maneira de memorizar a simbologia utilizada e evoluir mais rápido no Esporte da Natureza.